PRAGAS


Abelhas, “Apis mellifera” by fabiojuniovf
Abril 28, 2009, 3:29 pm
Filed under: Pragas

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Apesar de hostis, as abelhas há muito cativaram o homem, devido ao seu mel muito apreciado. Este produto acabou por se tornar tão desejado pelo que a sua produção modernizou-se e tornou-se global.

De modo a tornar a rentabilizar a produção, no Brasil, cruzaram-se comuns espécies europeias com abelhas rainhas africanas.

Na primeira experiencia deste cruzamento, as abelhas foram acidentalmente libertadas, deixando a espécie de abelha mais perigosa do mundo espalhar-se pelo país todo. Os meios de comunicação social, nessa altura, fizeram deste acidente uma noticia mundial, exagerando um pouco a verdade, mas dando fama às “abelhas assassinas”, nome dado na altura.

Consideradas uma praga da apicultura, visou-se eliminar esta espécie com insecticida espalhado pelos campos e matas, mas tal causaria graves problemas ecológicos. Muitos apicultores desistiram da produção, pois as técnicas de criação eram inadequadas para a nova espécie de abelhas, e o mau uso de colmeias aumentou o número de ataques e acidentes.

Contudo, as técnicas dos apicultores evoluíram, os apicultores profissionalizaram-se e adaptaram as suas técnicas a estas novas abelhas. A colaboração entre pesquisadores e criadores ajudou neste factor, e com a evolução do tempo, o Brasil adaptou-se a estas abelhas, e passou de 28º maior produtor de mel para 5º. A agressividade, antes considerada um perigo para a sociedade, agora é um benefício, pois evita roubos de colmeias. A resistência das abelhas a doenças e vírus é outra consequência, que com o tempo, passou a benefício.

Assim sendo, é de salientar este caso em que não houve propriamente a extinção da praga, mas uma adaptação à espécie, com proveito para todos.

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Mais pulgões… by fabiojuniovf
Abril 28, 2009, 3:22 pm
Filed under: Evolução do Projecto

foto0117Apesar da praga de pulgões já se estar a desenvolver, ontem decidimos recolher mais alguns para colocar no terrário. Por isso, voltámos à árvore com pulgões e recolhemos alguns ramos, sobretudo aqueles com flor, onde existem mais insectos. Tal como da outra vez, retirámo-los com uma espátula para caixas de Petri.

Para além disso, começámos a fazer a contagem dos pulgões presentes em cada feijoeiro, aos quais somamos os das caixas de Petri. Contudo, a contagem não foi completa e decidimos que voltaríamos a contá-los noutro dia.

E, já agora, que fique registado que neste dia também confirmámos que a árvore da qual tirámos os pulgões é um sabugueiro.

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Finalmente…pulgões!!! by ffnrs
Abril 21, 2009, 4:50 pm
Filed under: Evolução do Projecto

Não havia forma dos nossos feijoeiros ganharem pulgões por isso optámos por encontrar uma outra planta que, de momento, se encontrasse a ser atacada por pulgão preto. Também isso estava a ser difícil, até que hoje conseguimos, nos jardins da escola. Cortámos alguns ramos e trouxemo-los para a arrecadaçao, onde, com ajuda de uma espátula retirámo-los cuidadosamente e os pusemos numa caixa de Petri. A seguir, translocámo-los para as folhas dos feijoeiros.

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Cobertura do terrário by ffnrs
Abril 21, 2009, 4:15 pm
Filed under: Evolução do Projecto

Para impedirmos as joaninhas e os pulgões de fugirem do nosso terrário, necessitaríamos de o cobrir com um material transparente para que fosse possível a entrada de luz solar e, ao mesmo tempo, permeável pois senão seria imprescindível trocas gasosas entre o nosso micro-ecossistema e o meio. Por outro lado, tais orifícios não poderiam permitir a entrada/saída de animais para que os nossos resultados finais não fossem corrompidos. Para tal, fixámos a uma estrutura rectangular de madeira uma rede mosquiteira que havíamos comprado.

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Coelhos na Austrália by ffnrs
Abril 7, 2009, 12:53 pm
Filed under: Pragas

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A Austrália é um continente deveras isolado, e por essa razão apresente fauna e flora nativas muito peculiares. Isto levou a que se destaque no que diz respeito a desequilíbrios ecológicos causados por descuido ou pela ignorância humana pois, desde a sua descoberta, consciente ou inconscientemente, os colonizadores daquele território levaram para lá espécies características da sua terra natal.

Em 1859, três casais de coelhos foram levados para o sub-continente. Devido a descuido humano, os coelhos escaparam e encontraram na Austrália o ambiente ideal para a sua reprodução: clima e vegetação propícios e a inexistência de predadores naturais. Rapidamente, regiões cada vez maiores da Austrália passaram a ser literalmente devastadas pelos coelhos mas reproduziram-se de tal forma que resultaram numa calamidade para os agricultores. Foram feitas várias tentativas de defender as culturas com redes, todas elas inúteis porque os coelhos passavam facilmente por baixo delas, acabando por instituir-se uma recompensa por cada coelho morto.

Mais de um século depois, o vírus da mixomatose intencionalmente introduzido pelas autoridades australianas para controlar os coelhos provocou uma mortalidade elevada, superior a 90%. Em 15 anos, a população de coelhos chegou aos 20%. O vírus quase conseguiu acabar com a praga, mas depois de alguns anos verificou-se que a taxa de fatalidade inicial de 99% passou para 90% e o tempo entre a infecção e a morte aumentou. Hoje, crê-se que alguns coelhos desenvolveram uma espécie de imunidade àquela estirpe do vírus da mixomatose, ameaçando reproduzir-se ao ponto de se tornaram uma nova praga.



Breve descriçao do nosso trabalho até ao momento by ffnrs
Abril 3, 2009, 9:11 pm
Filed under: Evolução do Projecto

Olá, aqui vai um ponto de situação do nosso projecto para que nos possam acompanhar, a partir de agora, dia-a-dia.

 

fotos-0517216.01.09 – Foi interessante voltarmos àqueles velhos momentos nos quais pegávamos num copinho de iogurte, roubávamos um feijão à nossa mãe e púnhamo-lo envolto em algodão embebido em água à espera que, a qualquer momento, ele germinasse. Bem…ok, desta vez não foi exactamente assim que se passou mas aqui fica o essencial: obter feijões germinados o mais rápido possível usando esta velha técnica.

 

 

 

 

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31.01.09 – Arranjámos tabuleiros indicados para o cultivo de sementes e lá plantámos os feijões. Misturado com a terra, pusemos fertilizante natural (sim, estamos a falar de estrume…!) e, ainda bem que possuíamos muitos feijões pois alguns, devido a falta de conhecimentos, foram plantados de “pernas para o ar”. Por isso, aos que também não forem muito entendidos na situação: o rebento que nasce a partir do feijão não é o caule mas antes a raiz…

 

 

 

 

fotos-053212.02.09 – Construímos uma estufa com princípios tradicionais para acelerar o crescimento dos feijões. A urgência de termos uma estufa devia-se a precisarmos dos feijões o mais rápido possível para atrair pulgões atempadamente. Foi uma actividade, no mínimo, diferente: galochas nos pés, numa mão uma foice (para cortar os paus), na outra uma marreta (há que os espetar bem na terra se queremos uma estufa que não voe com a primeira rajada de vento).

 

 

 

09.03.09 – Recolhemos terra nos jardins da escola (com direito a baldes, pás, sacholas e sachos!) e depositámo-la dentro do nosso terrário após uma depuração desta.

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Tivemos que retirar, da terra, plásticos, vidros e outros materiais não identificados (sim, também sujámos as mãos!!!).

 

 

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Depois espalhámo-la pelo terrário e, se encontrássemos ainda alguma impureza, colocávamo-la no tabuleiro da fotografia.

 

 

 

16.03.09 – Transplantámos os feijoeiros que se encontravam a desenvolver na estufa para o nosso terrário, pois já estavam em adequado estado de crescimento. Foi uma boa sensação, a de fazer buraquinhos no solo do terrário, retirar cuidadosamente as plantas dos compartimentos (é que a terra à volta da raiz desfazia-se muito facilmente) e colocá-las cada um em seu local.

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 Preparação do solo

 

 

 

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Deslocação dos feijões

 

 

  

 fotos-0635Aplanação do solo 

 

 

 

 

 

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Besouro-da-cana by ffnrs
Abril 3, 2009, 11:23 am
Filed under: Pragas

Besouro-da-canaO besouro-da-cana é um insecto nativo da Austrália. As larvas, pequenas e esbranquiçadas causam os maiores estragos pois, estando sob a terra, alimentam-se das raízes da planta impedindo o seu crescimento ou até mesmo matando-a. Na fase adulta, eles apenas se nutrem a partir das sobras.

Actualmente, este insecto já não é considerado uma praga. Para o controlar, foi introduzido o sapo-cururu, que é agora, como se refere mais à frente, uma praga na Austrália.